08 dezembro 2010

Exemplo para o Brasil. Prefeitura de São Paulo oficializa programa para criação de Brigadas de Incêndio em favelas e áreas de risco

Prefeitura de SP oficializa programa de prevenção de incêndios em favela
Conforme reportagem publicada no G1,  A prefeitura de São Paulo adotou um programa de criação de brigadas de incêndio (PREVIN - Programa de Prevenção contra Incêndio em Assentamentos Precários) em favelas e outros locais de alto risco.

Conforme a reportagem, " O programa deverá ser implementado em 50 locais críticos prioritários entre os 325 identificados pelo Corpo de Bombeiros em conjunto com a Câmara Executiva de Prevenção e Combate a Incêndios, criada em setembro por Kassab... e deverão buscar a inserção da comunidade local no programa de prevenção e redução de riscos de incêndios através de ações educativas específicas nos assentamentos precários." Além disso, "os equipamentos para implementação do Previn custam em média R$ 21 mil. Os agentes pretendem instalar o Previn em quatro etapas: em primeiro lugar, a inserção comunitária, por meio da qual é definido o zelador comunitário e a brigada de incêndio." Já existe uma experiência bem sucedida de brigada de incêndio formada por moradores da Favela Vila Dalva, na Zona Oeste de São Paulo em que vivem cerca de 5 mil pessoas. Esta brigada livra a comunidade de princípios de incêndios desde 2004 e já solucionaram cerca de 40 casos. em que a rápida atuação deles ajudou a salvar vidas ou impedir que o fogo se alastrasse.

O programa de São Paulo é louvável. Deveria ser replicado pelas prefeituras de todas as grandes cidades e ter o apoio do governo federal para criação de brigadas de incêndio nas cidades do interior e comunidades de alto risco ou que sejam distante de um qualtel do Corpo de Bombeiro Militar/Defesa Civil. Mas somente isso não é suficiente. Sou brigadista voluntário e sei o valor de iniciativas como esta. Mas acredito que todas as pessoas deveriam ter noções de primeiros socorros e combate a princípios de incêndio. Este é um conhecimento básico que deveria ser ensinado nas escolas de primeiro grau e discutido ao longo da vida acadêmica, além de ser alvo de constantes campanhas educativas em todos os meios de comunicação.


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